A Bíblia anuncia que o Messias seria traído, mas alguém precisaria corresponder àquela profecia. Entre tantos homens em Israel, por que justamente Judas Iscariotes se tornou o traidor?

O Salmo 41 já mencionava que um íntimo, alguém que comia à mesa com o Senhor, levantaria o calcanhar contra Ele. A verdade é que Judas se encaixou perfeitamente nesse perfil.

A noite em que a profecia se confirmou

Durante a Santa Ceia, Jesus revelou que um dos discípulos O entregaria. Todos ficaram inquietos, e Judas perguntou: “Sou eu, Senhor?”. Jesus respondeu: “Tu o disseste”.
Logo após essas palavras, Judas saiu decidido a buscar os principais sacerdotes, que há tempos procuravam uma forma de prender o Mestre. Ele não buscou defendê-Lo, nem esclarecer qualquer dúvida. Pelo contrário: ofereceu-se como instrumento da traição.

A Palavra relata:
“Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os principais sacerdotes e disse: Que me dareis, e eu vo-Lo entregarei? E estipularam-lhe trinta moedas de prata; e desde então buscava oportunidade para O entregar.”
(Mateus 26:14-16)

Assim, por um valor insignificante, Judas vendeu o Salvador. A partir daquele momento, passou a procurar a ocasião ideal para consumar o seu ato.

O caráter que revelava Judas Iscariotes

Os Evangelhos mostram que Judas possuía um coração ganancioso, calculista e voltado para interesses pessoais. Antes mesmo da traição, ele já demonstrava seu amor ao dinheiro.
O Evangelho de João revela que ele era responsável pela bolsa de ofertas, porém roubava do que era consagrado a Deus (João 12:4-6).

Quando Maria ungiu Jesus com um perfume precioso, Judas criticou:
“Que desperdício! Poderia ser vendido e dado aos pobres.”


Mas a Escritura esclarece que sua preocupação não era com os pobres — era com o valor do perfume. Sua piedade era apenas aparência.

O espírito de Judas nos dias de hoje

Esse mesmo espírito de Judas continua presente no mundo. Ele se revela nas críticas aos que agem com fé e devoção.
Quando alguém usa seus recursos para construir um templo, fazer uma oferta ou realizar um sacrifício para Deus, logo aparecem vozes dizendo: “Que desperdício! Esse dinheiro poderia ajudar os pobres.”

Porém, muitas dessas pessoas não ajudam ninguém. Criticam, mas não movem um dedo. Tal como Judas, apontam o dedo sujo para aqueles que servem a Deus com sinceridade.

Um homem de trocas e não de fé

Judas não tinha uma fé genuína. O que o movia eram interesses pessoais. Sua pergunta constante parecia ser: “O que eu ganho com isso?”
Ele representa aqueles que vivem esperando algo dos outros — do governo, do patrão, da família ou até da igreja.

Quem pensa assim confia no dinheiro, o deus deste mundo, porque não conhece o Deus verdadeiro, o Dono do ouro e da prata.
Quem tem vida com Deus deposita sua confiança na Fonte, e não nas riquezas.

Dois espíritos em confronto

Na humanidade existem dois tipos de pessoas:

  • as que querem dar, servir e honrar a Deus;

  • e as que querem tirar, sempre buscando vantagens.

E a grande pergunta é:
Qual espírito guia a sua vida — o de Jesus ou o de Judas?

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